O meu nada
   
 



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Não sentir nada

Quando, verdadeiramente, sente-se nada por alguém? Acho engraçado pensar nisso, por só achar possível sentir nada por alguém que não se conhece. Por pior que seja o sentimento ele é alguma coisa. Comecei a pensar nisso há uns dias, quando, relembrando amigos que deixaram de ser, amores que passaram, me peguei dizendo não sentir nada por fulana ou beltrana e logo depois dizer que dessas mesmas pessoas eu tinha raiva, desprezo, indiferença. Ou seja eu sinto algo, não sentir nada é impossível. A menos que se esqueça até que essa pessoa existe e, portanto, encaixar-se na única excessão à regra que encontrei até agora. Entendo que quando se acaba algo forte como uma relação entre amigos ou um pouco mais, as sequelas existam e por isso o que era bom e, imagino, algo, tende a se tornar ruim, um nada, e assim trata-se como inexistente o que ninguém gosta de ter em si. É mais fácil generalizar as más sensações em uma palavra (pelo menos pra alguns) sem significado. É isso. Espero ter me feito claro.



Escrito por Rafa às 14h27
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O fim do nada?

Tem uma hora que tudo o que se tem pra falar de alguma coisa acaba, se esgota, começo a achar que com o nada é assim também. Soa até como contradição, achar que se falou tudo, do nada. Estranho... Por enquanto sinto isso, não vejo o que falar sobre o nada, então o blog deve permanecer parado algum tempo, até que o nada me inspire a escrever, até que haja algo novo a se falar dele, porque me repetir será fazer nada, e, aqui, o nada é algo que não pode se resumir ao seu sentido, se é que há algum, nessa história cheia de nadas.



Escrito por Rafa às 15h04
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Nada não

O vazio é a reunião de um monte de nada? Uma pergunta que faço constantemente. Pode alguma coisa ser cheio de nada... Uma vida cheia de nada é uma vazia ou apenas uma vida onde tudo que vemos, ouvimos, sentimos, perdemos, ganhamos não faz sentido... ? Estou certo? Errado? Ou não existe certo e errado em casos como esses? Como explicar isso... Porque o nada está associado normalmente a coisas ruins? Um dia sem fazer nada pode ser um dia bom. Há dias em que simplesmente não se quer fazer nada. Talvez apenas olhar a janela e ver o tempo passar ou mofar na cama o dia todo porque simplesmente se tem prazer nisso. Perde-se muito tempo querendo fazer tudo, quando a única coisa que faz sentido é o fazer nada. Eu acho que o nada é tempo, tempo de parar um pouco, e agir com calma e paciência, pra aproveitar um detalhe que não conseguimos perceber ontem, quando estavámos fazendo tudo e não percebemos que a vida estava vazia



Escrito por Rafa às 19h32
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O nada de alguém

QUANDO NADA ACONTECE HÁ UM MILAGRE QUE NÃO ESTAMOS VENDO (Guimarães Rosa by Berna Brayner)



Escrito por Rafa às 08h44
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De volta ao nada

Muito tempo mesmo se passou, mais de dois meses sem escrever, acho que tava com saudade, por incrível que possa parecer. Estive lendo os meus posts anteriores e vi que consegui escrever algumas coisas com sentido, se é que é possível encontrar sentido no nada, minha vida mudou nesses dois meses não conseguiria medir o quanto, mas com certeza foi muito mais do que eu poderia imaginar, engraçado como isso pode acontecer... Estou a fazer nada há alguns dias isso é realmente muito bom, ficar sem ter o que fazer, no ócio pode ser bom e ruim, como tudo na vida o nada é uma faca de dois gumes, pode trazer coisas boas, e coisas piores ainda..Tenho pensado muito na minha relação com o nada, especialmente a expressão "nada de novo aconteceu". e percebi que às vezes se está tão bitolado, se posso chamar assim, em problemas que não se percebe as pequenas demonstrações de mudança e retomada de rumos que são proporcionados pelos detalhes pequenos que a vida oferece, um reencontro ou um novo encontro, uma ligação que se refaz, uma surpresa que surge, sim a vida, como eu às vezes não percebia, é cheia de pequenos eventos que nunca deixam um nada completo. óbvio demais o que eu disse não? Então pare um pouco e pense em quantas bobagenzinhas aconteceram hoje, quantos pequenos diálogos você travou hoje, quanto de conhecimento você adquiriu e sem nem perceber desprezou, por achar tão sem importância que preferiu exaltar o nada à somar todos eles... É isso. Espero ter me feito claro.

Escrito por Rafa às 19h17
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quando alguém não tem nada I

Depois de muito tempo volto a escrever... Foi um período razoável, minha vida não estava das mais fáceis e a cabeça não permitiu falar do nada com tantas coisas nela. O que tenho pra falar hoje é sobre a relatividade do nada quanto a sentimentos. Quantas vezes nos deparamos com alguém triste, cabisbaixo? As perguntas, se nos importamos, são, quase sempre, "o que você tem?", "qual o problema?" ou ainda "o que está acontecendo?" a resposta, na maioria da vezes, é também semelhante, "nada." Como nada? É visível que há algo errado. Por que esconder? Sei que há vários motivos para essa resposta, mas o melhor seria simplesmente dizer a verdade, ou pelo menos não escondê-la. Na minha cabeça um “não quero falar sobre isso” é bem melhor, “problemas meus” seria uma outra opção mais sincera e aceitável. Deixar o problema na forma de nada dá a quem quer verdadeiramente ajudar uma sensação de incapacidade e inutilidade enorme, fica-se de mão atadas, há formas de ajudar sem usar palavras, que muitas vezes são mais eficazes. Um olhar, uma mão, coisas que diante do nada são inúteis. Por isso, na minha opinião, quem tem nada sempre tem muito, mesmo velados os problemas existem. Eles não vão deixar de estar lá ao apenas pronunciar um nada. Quando se faz quaisquer das perguntas acima, o que se quer é somente ajudar e a melhor maneira quem vai decidir é quem está passando pelo problema. A importância que se dá ao nada fortalece o pior e não se deixar ajudar não é definitivamente a melhor solução. Por isso mesmo que não se queira conversar um sincero “não é da sua conta” talvez seja o melhor caminho.

Escrito por Rafa às 10h32
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O nada de alguém

TUDO É TUDO, NADA É NADA (Tim Maia)

Escrito por Rafa às 17h19
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Mais nada I

Hoje o dia não foi tão cheio de nada como eu gosto, estive ocupado, então não tenho nada de muito importante pra escrever só o de sempre, umas bobagens. Eita, acabo de percerber que o nada é uma coisa surpreendente, quando você pensa que se livrou dele aí está, ele volta para lembrar que existe. Como na primeira frase desta mensagem. Falar sobre o nada às vezes é tão difícil quanto falar dos assuntos mais divertidos do mundo, chega uma hora que você esgota o assunto e fica de papo furado inventando o que dizer, pensando nisso chego às perguntas: o que é o nada? Se ele não existe porque é tão comentado e tão usado? Sei não e, sinceramente, nem estou muito preocupado em descobrir. Sei que ele faz parte da vida de todo mundo e é um mal (ou bem) necessário. Agora vou deixar meu amigo nada de lado e vou mudar de assunto, vou falar do meu blog. Da próxima vez que for publicar alguma coisa vou falar do nada e seu efeito no humor. Hoje pela primeira vez ele foi lido por alguém que não o escreve, Mário, um amigo, teve essa (eu acho) honra e por incrível que possa parecer ele gostou (pelo menos foi o que entendi quando ele disse: "massa") espero que continue assim... e que mais pessoas possam ler. Infelizmente isso só vai acontecer daqui a alguns dias quando eu achar que vale a pena expor as bobagens que estou falando ao grande público (entenda-se por grande público meus amigos).

Escrito por Rafa às 17h03
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O começo do nada

Hoje é o dia em que eu finalmente começo a escrever meu blog. Um blog sobre o nada que impera na minha vida. Não, não sou derrotista nem pessimista, tenho uma vida boa e gosto dela, mas sabe aquela hora que você não tem nada pra fazer e quer compartilhar esse momento vazio com as pessoas, falando futilidades e rindo de besteiras?! Na falta dessas pessoas, falo comigo mesmo e tanscrevo tudo pra esse meu amigo. Talvez passe muitos dias sem escrever, talvez não, o que importa é que a partir de hoje gozarei plenamente da (suposta) maior dádiva divina: o livre-arbítrio. Vou escrever sem pretensões de ser lido, não por pessoas que eu não conheço, meus amigos saberão da existência desse blog, e pouco importa o que todos vão achar, esse espaço é meu e eu faço dele o que quiser. Será um espaço onde vou falar tudo que vier a cabeça sem me preocupar muito com regras gramaticais e tal, afinal certas preocupações não valem nada, quando o prazer está em esquecer todas elas. É isso, bem vindo ao meu nada.

Escrito por Rafa às 17h29
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